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Resumo da semana: agentes de IA avançam no pequeno negócio, mas o processo continua mandando

Três notícias da semana mostram pequenos negócios automatizando com agentes de IA, o alerta de quem estuda o tema sobre processo furado e o retrato de como a segurança ainda é o ponto cego.

25 de setembro de 2026 · José Lazarete Júnior

resumo da semanaautomação e iasegurança

Essa semana trouxe três notícias que, lidas juntas, contam uma história só. De um lado, pequenos negócios estão usando agentes de inteligência artificial para fazer o trabalho que antes precisava de um time inteiro. De outro, quem estuda o tema de perto avisa que automatizar processo furado só acelera o problema que já existia. E, no meio disso, quase nove em cada dez pequenas e médias empresas levaram algum susto de segurança no último ano. O recado não é para frear a automação, é para segui-la na ordem certa: processo primeiro, automação depois, segurança em todas as etapas.

Agentes de IA fazendo o trabalho de uma equipe inteira

A Exame mostrou nesta semana como pequenos negócios estão usando agentes de inteligência artificial para tarefas que antes exigiam um time completo. O exemplo mais direto é o da Butternut AI, que reduziu a equipe de nove para quatro pessoas e hoje atende dez mil clientes pagantes com apoio de agentes que cuidam de atendimento, organização financeira e produção de conteúdo. Na prática, a barreira de entrada caiu bastante: não é mais preciso montar um time grande para automatizar atendimento, cobrança ou marketing, é preciso saber qual tarefa vale entregar a um agente e qual ainda exige julgamento de alguém que conhece o negócio.

O aviso que vem junto: processo furado não vira processo bom com IA

No mesmo período, o Estado de Minas publicou uma reportagem citando Sebrae, McKinsey e Microsoft sobre produtividade e falhas de IA em pequenas empresas, com uma frase que resume bem o ponto. Segundo Rodrigo Schluchting, da EVER Contábil, citado na matéria, o maior erro não é usar IA, é tentar automatizar um processo que já era furado antes. Isso bate direto com o que a gente vê na prática: automação que nasce em cima de um processo mal mapeado só multiplica o retrabalho depois de escalada. Antes de automatizar qualquer rotina, vale mapear como ela funciona hoje de verdade, com os erros e as exceções incluídos, porque é isso que vira regra dentro da automação.

Segurança continua sendo o ponto cego

Enquanto isso, um levantamento da Kaspersky divulgado pela Inforchannel apontou que 86% das pequenas e médias empresas sofreram algum incidente de cibersegurança no último ano, com phishing respondendo por quase três em cada dez casos. A recomendação prática que o próprio levantamento traz é simples de aplicar mesmo sem estrutura grande: controle de acesso por permissão, backup automático, treinamento recorrente da equipe contra phishing e uma camada extra de proteção no e-mail. Se sua empresa está automatizando atendimento ou financeiro agora, esse é o momento certo de revisar também quem tem acesso a quê.

Na Lazarete Automações, cada automação nasce de um mapeamento real do processo antes de qualquer ferramenta entrar em cena, e o controle de acesso e a conformidade com a LGPD são incorporados à concepção da solução, não uma correção depois que algo já vazou. Se o seu processo já está claro e falta só a automação, ou se ele ainda precisa ser mapeado antes de virar fluxo automático, os dois casos têm caminho.

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